A II Missão de Global Advocacy, parceria IRELGOV e Amcham, levou 22 executivos brasileiros para imersão em relações governamentais em Washington – D.C.
13 de maio de 2019

 

Nos Estados Unidos, a atividade dos grupos de lobby ou advocacy (defesa legítima de interesses do setor privado junto ao governo) é mais transparente. Algumas delas até estão disponíveis para consulta popular. Essa comunicação com o público é um exemplo a ser seguido pelo Brasil, afirma Silvério Zebral Filho, professor da Universidade George Washington e diretor de inovação governamental da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Um dos pontos destacados foi a transparência. “O lobby, aqui nos EUA, é super transparente. Você tem registro dos profissionais que trabalham no tema. O encontro entre a defesa do interesse privado e os tomadores de decisão do setor público, em alguns casos, está disponível na internet para os cidadãos acompanharem.”

Zebral foi um dos especialistas em relações governamentais que se reuniu com os 22 participantes brasileiros na II Missão Internacional de Global Advocacy, realizado de 06 a 09 de maio, nos Estados Unidos. A missão foi feita em parceria Amcham.

Em Washington, o grupo participou de um curso de 5 dias na prestigiada The George Washington University, parceira da missão e de encontros com especialistas em assuntos governamentais de empresas, governo e instituições.

Na parte da manhã, do primeiro dia, o grupo iniciou o curso na prestigiada The George Washington University, parceira da missão. Eles tiveram aula sobre estratégias de relações públicas e de estratégias digitais. A tarde, visitaram o Albright Stonebridge Group, agência de relações governamental e a Pubblic Affair Council, onde discutiram como foi a regulamentação do lobby nos Estados Unidos.

O segundo dia teve prosseguimento com aulas sobre ferramentas e táticas de comunicação política nas eleições norte-americanas e práticas internacionais de advocacy na George Washington University, parceira da missão. Depois, visitaram a Phillip Morris, onde discutiram práticas internacionais de lobby de um setor polêmico como o tabaco, e a Fiscal Note, para conhecer as principais ferramentas para mitigar riscos e administrar impactos resultantes de legislações e regulações, além de como organizar campanhas, angariar e engajar apoiadores.

A noite, jantaram com David K. Rehr, um dos principais defensores de negócios do país, que ensina Advocacy e Lobbying na Schar School of Policy and Government na George Mason University. Ele é o CEO da TransparaGov, Inc. e presidente da Fundação Educacional TransparaGov.

No terceiro e quarto dias do curso na GWU, tiveram aula com o professor de governança pública SILVERIO ZEBRAL FILHO, que promoveu um treinamento em negociação estratégica e construção de coalisões e aulas sobre influência e persuasão empregando ferramentas comportamentais e cognitivas, como nudge. “O Brasil tem muito a aprender em matéria de relacionamento público privado aqui nos Estados Unidos. Três pontos fundamentais nesse processo: transparência, evidências empíricas e as emoções por trás de decisões racionais”, resume Zebral.

Na tarde do terceiro dia da missão foram recebidos na Eurasia, onde debateram o cenário político global e as relações Estados Unidos, Brasil e China. Também visitaram a Embaixada do Brasil onde conversaram com o embaixador Fernando Pimentel e o chefe de comércio e investimentos Lucas Frota sobre as relações bilaterais Brasil – Estados Unidos.

Já, na tarde do quarto dia, o grupo visitou o Congresso Americano acompanhado pelo professor Bob Carr.

No quinto dia, ainda tiveram aulas sobre gestão do ambiente político-social e de campanhas de defesa de interesse. Encerrando esta II Missão, à tarde, estiveram no The Office of the United States Trade Representative (USTR), agência especializada em questões comerciais em todas as regiões do mundo.

Veja a programação completa, AQUI.

 

Fotos da II Missão à Washington:

Parte do texto extraído de: https://www.amcham.com.br/noticias/competitividade/transparencia-e-comunicacao-na-relacao-publico-privada-americana-e-exemplo-para-o-brasil



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